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quinta-feira, 16 de setembro de 2021
Pit Monster
Pit Monster
| Pit Monster | |
|---|---|
| Nome original | Pit Monster |
| Outros nomes | Brazilian Pit Monster Brazilian Monster Pit Extremado Monster Monster Brasileiro Extreme |
| País de origem | |
| Características | |
| Peso do macho | maior que 45 kg |
| Peso da fêmea | maior que 40 kg |
| Altura do macho | maior que 50 cm na cernelha |
| Altura da fêmea | maior que 45 cm na cernelha |
| Pelagem | curto |
| Cor | vermelho, dourado, cinza, preto, branco |
Pit Monster, Monster ou Brazilian Pit Monster[a] é uma recente raça de cães brasileira, ainda em fase de aperfeiçoamento. A raça já é reconhecida por alguns kennel clubes no Brasil.[1][2][3]
Índice
História e origem
O pit monster é uma raça do século XXI, desenvolvida no Brasil a partir do cruzamento entre cães de aparência "monstruosa", relacionados ou não ao pit bull, e ao american bully, e, de forma menos direta, à cães molossos como o buldogue americano. A motivação social para o seu desenvolvimento teve grande influência do movimento Bully estadunidense, que tratou-se do desenvolvimento de cães robustos à partir de cruzamentos entre raças fortes, inicialmente objetivando o esporte weight pulling, e posteriormente ganhando adeptos interessados na aparência dos cães.
A origem do monster é obscura devido principalmente a divergência de nomenclaturas e conceitos das raças que compõem sua base genética. Sua base genética inicial foi composta basicamente por linhagens de cães pesados que atualmente fazem parte de pelo menos outras três raças distintas, à exemplo das linhagens Camelot e McKenna que atualmente fazem parte da raça American Working Red (cães de presa)[4]; as linhagens Chevy e Elli's que hoje fazem parte da raça Working Pit Bulldog (cães de tração)[5][6][7][8]; e a linhagem Razor Edge, que faz parte da raça American Bully (cães de companhia)[9][10]; todas combinadas com pit bulls relacionados às linhagens brasileiras thompson, amichetti e canchin[11][12][13] e cães sem árvore genealógica conhecida porém com registro inicial. O resultado foram cães robustos e pesados, com peito largo, crânio pesado e ossatura forte.
Alguns dos criadores pioneiros foram os canis Pit Game, Red Maximus Bull, Red Bukanas bull, Bomberbull, e Westh.
Por muitos anos o pit monster veio sendo registrado em alguns kennel clubes brasileiros de maneira polêmica sob a nomenclatura de raça American Pit Bull Terrier, o que gerou grande mal-estar entre os criadores das duas raças distintas. Porém, isto começou a mudar durante esta metade final da década de 2010 com o reconhecimento independente do pit monster[14], como raça separada, por outros clubes, apesar de que ainda podem ser encontrados indivíduos registrados sob a nomenclatura da raça anterior.
O pit monster está relacionado ao american bully, em especial ao padrão XL e ao extinto padrão extreme, por isso sendo conhecido também como extremado.[15][16]
Características
São cães com aparência bastante intimidadora por seu corpo robusto e musculoso, com cabeça volumosa. Hoje, porém, há uma crescente preocupação como o melhoramento de sua morfologia, tendo mais adeptos interessados em cães com boas angulações, com mordida em tesoura, e que não apresentam acondroplasias em seus membros.
São pesados e largos, com ossatura pesada e crânio grande e potente com masséteres bem desenvolvidos. Todas as cores são aceitas, porém sua cor de pelagem principal é a vermelha com nariz vermelho (red nose), muitas vezes com marcas brancas principalmente no peito e patas. Outras cores de pelagem são cinza (azul, blue nose), preta, branca, etc. Segundo o padrão atual, a altura desejável dos machos é acima de 50 cm na cernelha, e o peso desejável é acima de 45 kg.[2][1][3]
Reconhecimento
A raça é reconhecida pela American Bully Brazil Registry (ABBR)[1], Instituição Brasileira de Registro de Cães (IBRC)[17], International Bully Coalition (IBC)[2], América Latina Kennel Clube (ALKC)[18], SOBRACI[19] e CINOBRAS[20], neste último a raça foi classificada questionavelmente no grupo dos terriers apesar de possuir muito mais afinidade com os molossos.
O Pit Bull Club do Brasil, sediado no Rio de Janeiro e fundado em 1991, na década de 2010 passou a incluir o pit monster assim como também o American Bully em eventos de conformação filiados ao American Preservation Dog Registry (APDR) dos Estados Unidos.
O pit monster ainda não é reconhecido pela CBKC.
Por muitos anos o pit monster veio sendo registrado em alguns kennel clubes de maneira polêmica sob a nomenclatura de raça American Pit Bull Terrier. A polêmica se deve ao fato de que os criadores de Pit Bull defendiam que o monster tratava-se de uma raça separada, já que notoriamente não atendiam ao padrão da raça pit bull e haviam denúncias e relatos de cruzamentos com molossos, realizados desde os EUA para desenvolver cães maiores desde os anos 1970. Por muitos anos a situação gerou grande mal-estar entre os criadores nos EUA e no Brasil. Contudo, recentemente no Brasil, pelo menos dois clubes (IBC[2] e ABBR[1]) passaram reconhecer o monster como uma raça separada com padrão próprio e a atual nomenclatura de pit monster, fazendo com que muitos cães migrassem dos pedigrees com nomenclatura incorrespondente (de pit bull) para um correspondente à nova raça, amenizando o problema. Iniciativas similares foram realizadas nos EUA, culminando na formalização de novas raças, como o American Bully e o American Working Red.
Dois dos primeiros clubes a reconhecerem o pit monster foram o International Bully Coalition (IBC) e o American Bully Brazil Registry (ABBR).[2][1]
O padrão da raça ainda está aberto a modificações futuras e discussão, assim como também o nome final da raça. A formação de um clube especializado pode estar em pauta.
Ainda existem cães registrados com pedigrees incorrespondentes.
Saúde
Ainda não há dados ou pesquisas sobre quais males podem acometer a raça com mais frequência. Porém, uma prevenção básica pode ser adotada pelos criadores. Pelo fato do porte molossóide do Pit Monster, algumas medidas preventivas básicas podem ser recomendadas, como, por exemplo, o controle radiológico de reprodutores a fim de evitar propagação genética de displasia coxofemoral e displasia de cotovelo e problemas na coluna vertebral; e exames cardiológicos, para prevenir o uso de reprodutores portadores de cardiopatias e males similares que podem ser transmitidos à prole.
